Imagine Cup 2010 – Projecto Volt

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UBI novamente em segundo lugar!

“O futuro passa pelos automóveis eléctricos equipados com sistemas de navegação. Quatro alunos da UBI desenvolveram agora um sistema, já adaptado às novas potencialidades, que permite fazer a gestão das viagens nestes veículos, o seu reabastecimento e as possíveis poupanças de tempo para o utilizador. Um sistema que conseguiu o segundo lugar no concurso Imagine Cup, promovido pela Microsoft.
Até 2011 Portugal irá ter uma rede de 1300 postos de carregamento de carros eléctricos. Segundo as projecções estatais nesta matéria, a comercialização de veículos eléctricos de preços acessíveis, será também uma das apostas pioneiras a curto prazo.
Foi a pensar num conjunto de novas utilizações que quatro estudantes de Engenharia Informática da UBI desenvolveram um programa de gestão e interligação para os novos veículos eléctricos. Uma investigação que concorreu com algumas centenas de projectos ao Imagine Cup, um desafio lançado pela Microsoft, e conseguiu o segundo lugar nacional.
Luis Matos, um dos estudantes e autores deste projecto começa por explicar que o trabalho “está baseado na tecnologia do carro eléctrico. Um dos objectivos deste desafio passa por proporcionar novas experiências através deste meio de transporte, de forma a torná-lo mais atractivo”. Para tal, os quatro alunos Pedro Querido, Luis Matos, Micael Adaixo e Mário Pereira, desenvolveram uma aplicação informática que é instalada quer no computador de bordo do automóvel, quer no computador pessoal do condutor e no telemóvel. Todos estes aparelhos estão interligados e permitem ao utilizador o planeamento de rotas e a execução das diferentes operações do automóvel.
“Imagine-se que estamos na nossa casa, na Covilhã e necessitamos de viajar no nosso carro eléctrico, até Lisboa. Este automóvel tem uma determinada autonomia que muito provavelmente irá ser esgotada ao longo do trajecto, o que levanta algumas questões, como onde recarregar as baterias do carro, quais as alternativas, o que fazer durante o tempo em que o automóvel está a carregar, entre outras coisas”, adianta Luís Matos.
Tudo isto está já pensado pelo “Volt”, o software desenvolvido na UBI. Um programa que trabalha em função da nova rede de postos de carregamento deste tipo de veículos, “Mobi.e”.
O utilizador está em sua casa e planeia a sua rota, um trajecto que é maior que a autonomia do veículo. “Aquilo que o sistema vai fazer é programar o tempo total de viagem, a melhor rota e também calcular quando e onde parar”, explica Pedro Querido. Um sistema que funciona de uma “forma bastante futurista e eficaz”, que tem sempre por base as necessidades do seu utilizador. Esta ferramenta não funciona apenas para trajectos de viagens longas, mas também para a utilização quotidiana, uma vez que, “com a informação que tem quer dos postos de abastecimento, quer de um vasto leque de serviços, o condutor pode descobrir rapidamente um restaurante, uma farmácia, um outro serviço que está perto da sua localização. Enquanto o seu automóvel está a carregar as baterias, o proprietário pode estar a tratar de diversos assuntos ou a ocupar o seu tempo em diversas actividades”, adiantam.
Nesse sentido, o modelo está ainda programado para atribuir um valor acrescentado ao utilizador. “Imagine-se que um posto de energia fica próximo de uma superfície comercial. O sistema pode ter protocolos com os vários comerciantes e os seus utilizadores, por estarem a carregar as suas baterias junto àquela superfície têm direito a descontos em lojas, ou a um desconto em restaurantes, etc.”, diz Luis Matos.
Já Mário Pereira prefere destacar o facto dos utilizadores do automóvel poderem ter acesso constante à Internet “e a uma espécie de loja virtual onde podem ser adquiridos serviços como filmes, informações sobre produtos, cidades e todo um conjunto de diversas informações”.
Um dos grandes propósitos deste sistema integrado, para além da interligação entre o automobilista e um conjunto diverso de serviços passa também por incentivar as pessoas a utilizarem carros eléctricos, “que pensamos nós, serem o futuro dos transportes”, acrescentam os jovens estudantes.”

Via UrbietOrbi

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